quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pela valorização da cultura popular


 
Texto:Talita Girão | Fotos: Elizeu Santos

O casarão da Reserva do Sahy foi palco nesta terça-feira (18) de uma oficina de dança e valorização da cultura popular. Foram realizadas diversas apresentações de danças culturais. Do batuque do jongo ao animadíssimo frevo, passando por Mineiro Pau, dança que marca os tempos musicais com batidas de bastões, e cirandas, mais conhecidas como cantigas de roda.

O evento foi realizado pela Prefeitura de Mangaratiba através da Diretoria de Projetos, da Secretaria de Educação e Fundação Mario Peixoto em parceria com a Coordenação da extensão da EEFD/UFRJ, Escola de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através do projeto FOLCLOREAR. Cerca de 50 professores da rede municipal de ensino participaram do encontro.
Daniel Correia, supervisor de eventos educacionais da secretaria de Educação, fez o primeiro contato com o grupo por acreditar que poderiam aproveitar a experiência no resgate histórico cultural, dando enfoque maior nas danças regionais de Mangaratiba e do Estado. “A partir daí, o grupo vai procurar nos mostrar estratégias que possam beneficiar o trabalho dos professores em sala de aula, com a utilização dessas danças regionais aplicadas de diversas formas”, afirma o supervisor. Daniel Correia acrescenta que além do desenvolvimento social, as danças folclóricas em conjunto aos jogos, brincadeiras populares e artes plásticas estimulam a liberdade de expressão e criação.
O grupo é formado por oito mulheres e mostra diversas técnicas para que os alunos possam realmente se interessar pelo folclore de uma forma completa, não só pelas mesmas lendas que sempre são mencionadas. Segundo Márcia Cassaro, uma das integrantes do grupo, a dança é uma forma de a cultura se fazer presente. “Nosso processo é simples. A gente tenta trazer a parte das brincadeiras para chegar à dança. Nós fazemos várias brincadeiras para que as crianças se aproximem sem medo de dançar. E essa é a ideia do que nós vamos fazer hoje”.
Segundo Miriam Bondim, coordenadora de projetos de resgate histórico cultural da Fundação Mario Peixoto, a educação patrimonial é muito importante. “Aqui em Mangaratiba nossas escolas trabalham dessa forma. Estamos desenvolvendo este trabalho em todos os sentidos para que as crianças conheçam melhor sua historia, enfim, sua identidade cultural. Inclusive o nosso tema este ano para o desfile de sete de setembro é a Educação Patrimonial”, conta Miriam Bondim.
Para Gloria Maria da Silva Brandão, professora de português e diretora da escola Coronel Moreira da Silva, no centro de Mangaratiba, a oportunidade de participar de uma oficina como esta foi muito importante. “Hoje em dia, as escolas estão perdendo muito da nossa cultura e com este tipo de trabalho, há uma valorização no resgate da cultura brasileira. Não que não tenham coisas legais acontecendo nas escolas, Mas acho que este resgate, aplicado de uma forma moderna possa interessar os alunos”, conclui a diretora.

0 comentários:

Postar um comentário